sexta-feira, março 21

Iraq for Pacifist Dummies - parte 3

O filósofo inglês John Stuart Mill disse uma vez: "Guerra é uma coisa feia. Mas não a mais feia das coisas." Mill participou da Guerra Civil Americana, e testemunhou todas as trincheiras, linhas de batalha e cemitérios preenchidos por milhares de soldados que deram as vidas em defesa do seu país.

E mesmo assim, a guerra não é a coisa mais feia. Mill diz: "O sentimento patriótico apodrecido e degradado que pensa que nada vale uma guerra, é muito pior. A pessoa que não tem nada pelo que lutar, nada que seja mais importante que sua própria segurança, é uma criatura miserável e não tem chance de ser livre a menos que quando mantido deste jeito pelo esforço de pessoas melhores que ele." Nessas palavras, Mill descreveu o mal personificado em todos os pacifistas que se amontoam por todos os cantos do mundo proferindo uma gama de barbaridades:

Eles só querem o petróleo. - Esta afirmação é sempre baseada na afirmação que George W. Bush criou esta crise para proteger o petróleo do Oriente Médio. O que não se diz aqui é que se os Estados Unidos quisessem mesmo o óleo do Iraque, tudo o que deveria ser feito era levantar as sanções da ONU impostas depois da última guerra. Aí eles poderiam comprar todo o óleo que quisessem por um preço muito menor do que lutar uma guerra.
E não seriam os únicos. A França e a Alemanha estão doidos para normalizar as relações com Saddam. É por isso que eles se opõem a liberar o Iraque. A França está de conluio com Hussein há anos, na verdade. De fato, quando Jacques Chirac era primeiro-ministro da França, em 1975, ele vendeu uma usina nuclear para o Iraque. Foi construída em Osirak, e destruída em 1981 por Israel em um ataque preemptivo. Até hoje a piada dentro da Mossad é chamar a usina de O-Chirac. Além disso, com o fim das sanções, a França vai poder cobrar a dívida que o Iraque tem por anos de ajuda militar e tecnológica.

As sanções da ONU mataram meio milhão de iraquianos de fome. - Isto não passa de outra mentira divulgada pela máquina propagandista do Saddam. O regime perpetua este mito e o reforça fazendo falsos enterros em massa de bebês com até 60 caixõezinhos brancos decorados com fotos dos mortos. Os Estados Unidos e a comunidade internacional fazem grandes esforços para garantir que as sanções econômicas não sejam danosas para as famílias iraquianas. E o que Saddam faz em resposta? Vende a comida e fica com o dinheiro pra ele, costruindo 48 novos palácios presidenciais nos últimos 12 anos. Aqueles leais ao regime são recompesados com assistência médica cara e cirurgias com equipamentos modernos, enquanto o iraquiano médio não tem dinheiro para comprar remédio. O único responsável pelo sofrimento do povo iraquiano é o próprio Saddam, e isto só pode terminar com sua remoção.

Matar é errado. - Digam isto para o Saddam.

Guerra por qualquer motivo é errado (tradução: não vale a pena lutar por nada) e Esta guerra é unilateral e sem evidência. - Primeiro, como assim "sem evidência?" Onde estavam estes pacifistas durante o pronunciamento do Estado da União e a apresentação do Colin Powell na ONU? Segundo, os Estados Unidos nunca disseram nada sobre invadir o Iraque unilateralmente. Sempre foi sendo parte de uma coalizão dos dispostos, mesmo que isso signifique "apenas" a Inglaterra e mais 35 países. Definir qualquer coisa menos do que "sancionada pela ONU" como unilateral é não apenas enganoso, mas entrega o direito à auto-defesa e soberania internacional ao mesmo grupo que tornou a Líbia a líder de um painel de direitos humanos. Isto transforma, em essência, a ONU em um governo mundial. E fazer isso por causa de apenas três países - França, Alemanha e Rússia - quando se tem vários outros apoiando, é uma tolice. Afirmar que esta guerra é errada significa afirmar que manter ditadores como Saddam no poder é certo. Porque os pacifistas tem vergonha de dizer que o imperialismo e os assassinatos em massa do Saddam são toleráveis enquanto não afete outros países? Porque é isso que eles pensam.



Guerra Justa ou Iraq for Pacifist Dummies

Esse "não à guerra" é proferido com tanta demagogia que se você discorda dele, é tachado de traidor.

Esta guerra é justa. Justa e necessária. Necessária porque a moral e a razão política exigem. Só pela moral já seria suficiente para encerrar essa discussão. Quer o Saddam tenha ou não armas químicas ou biológicas ou nucleares ou o que seja, o regime dele é imoral e criminoso. Não é apenas uma ditadura, mas um totalitarismo. Quem já não ouviu falar sobre o Centro de Detenção de Bagdá e seus porões onde se tortura e mata? O terror imposto à população, a repressão sanguinária contra os opositores, que não podem se manifestar? A militarização da população? Os crimes contra o Irã e os curdos? A vontade de desestabilizar os vizinhos, destruir Israel? O apoio aos terroristas?

Será que liberdade e dignidade não valem uma guerra? Não devemos libertar um povo que está acorrentado? Será que se tivessem muitos assassinos soltos nas ruas, deveríamos deixar de exigir que a polícia prenda aqueles que consegue prender? Ou vamos dizer pra eles que continuem espalhando o terror, com a condição que não ameace os moradores de outras terras?

O direito do qual se arrogam porta-vozes não é mais favorável aos pacifistas. Os EUA contam com uma resolução da ONU que os autoriza a agir se Saddam Hussein não oferecer provas da destruição de armas de destruição em massa. Esses tolos fingem acreditar que cabe aos inspetores provar que essas armas não existem. Desse modo, pela transferência retórica do ônus da prova, cria-se o jogo de gato e rato. Ou o direito é o direito, e deve ser respeitado, ou a ONU não passa de uma fachada, corroída pela imoralidade e a desordem internacional, e nesse caso precisamos passar longe dela.

É exatamente por saber disso que nossos "semi-hábeis" se entrincheiram por trás da razão política, dizendo que os EUA agem "pelo petróleo". Que o interesse possa ser o fator que move a intervenção não basta para condenar essa intervenção. Como observou Kant, não é preciso que uma conduta seja empreendida segundo dita a moral para que seja justa - basta que se enquadre no que o é.

Além disso, todo Estado tem o dever de assegurar suas condições de sobrevivência. Ora, o petróleo é matéria-prima estratégica, a partir da qual uma chantagem poderia ser feita às repúblicas, chantagem essa já sofrida, aliás, quando Saddam Hussein ameaçou incendiar 1.500 poços. Logo, o petróleo pode legitimar a guerra.

Na realidade, não é a razão que guia nossos pacifistas, mas a paixão. E o odioso, que leva extrema direita, extrema esquerda e forças nacionalistas arcaicas a se unir, disputa espaço com o absurdo.

Imaginemos por um instante o aconteceria se os EUA saíssem derrotados. Cada lado veria nisso uma prova de fraqueza que desestabilizaria os movimentos e governos muçulmanos moderados. Se não existe mais uma polícia internacional, as esperanças mais desvairadas passam a ser permitidas. Se, pelo contrário, a guerra é justa por sua finalidade política e humanitária, ela também o é por seus meios. Alguém falou em sangue? Ninguém pediu aos pacifistas que morram pelo Iraque. Não se trata de enviar à guerra soldados recrutados, mas profissionais. E todo o possível será feito para que as perdas de vidas humanas sejam as menores possíveis.

Com relação à população iraquiana, os meios empregados vão obedecer a esse princípio. Mortos? Certamente haverá. Sim, porque Saddam Hussein faz sua população de refém para não ceder diante da moral e do direito. O direito sem espada não passa de discurso, e a moral sem vontade, de sonho vazio.

quinta-feira, março 20

Go get'em boys! ou Iraq for Dummies

Não posso ficar sem me manifestar sobre a mais nova guerra que se assoma sobre nossas cabeças. Quero comentar um pouco sobre o anti-americanismo. Porque as pessoas são tão rapidinhas em criticar os Estados Unidos por quererem fazer a justiça com as próprias mãos? Demonizar o Bush e defender o pobrezinho Saddam é a bola da vez. Afinal de contas, o Saddam só tortura quem lhe incomoda, mata membros da própria família que são suspeitos de traição, provoca briguinhas com todos os seus vizinhos na tentativa de aumentar seu mercado petrolífero, apriosiona os familiares de todos os potenciais dissidentes (que já foram devidamente executados, obviamente) e oprime os direitos das mulheres, como em todo estado islâmico radical. O Bush, por sua vez, tem um pepino nas mãos desde 9-11, tem uma formação política incompleta, se cercou de falcões militaristas desde o princípio (Colin Powell, Donald Rumsfeld), e sofre uma influência cada vez maior da direita católica radical, que defende a formação do Estado de Israel, ao contrário dos católicos normais, que são até um pouco anti-semitas. Com tudo isso acontecendo, é óbvio que a atitude esperada é acabar com todas as ameaças ao velho e bom estilo de vida americano, e eu aposto que se o alvo fosse, digamos, o Qaddafi e sua coitadinha Líbia, ninguém estaria muito incomodado, afinal de contas, eles já tem um histórico, e não tem nenhum interesse econômico na Líbia, como, por exemplo, uh, petróleo. Agora, há quem diga que o objetivo da campanha é se apoderar do petróleo, mas vamos lembrar que as empresas petrolíferas são responsáveis por 6% do PIB dos Estados Unidos, e com certeza não é rentável prejudicar os outros 94% com a habitual queda de rendimento durante atividades militares. Sabemos que todo esse armamento misterioso que o Iraque tem é fruto da campanha armamentista feita pelos países capitalistas para ajudar o país durante o confronto contra o Irã, que na época era o malvadão da vez, mas as circunstâncias eram outras. Tudo o que está acontecendo agora é fruto da vontade dos EUA de espalhar os seus valores de democracia e liberdade por cima dos outros regimes menos eficientes, principalmente aqueles baseados em fanatismo religioso, que se guiam por interpretações livres de um livro que tem milhares de anos. O problema é que este anti-americanismo é fruto da inveja do resto do mundo, pois eles vivem numa opulência e poderio nunca vistos na história, que rivaliza até o Império Romano, nas suas devidas proporções. Ou talvez ressentimento, já que basicamente toda a Europa teve que ser ajudada pelos EUA durante a 2a. Guerra. Temos agora um monte de países que querem permanecer neutros, e vamos lembrar, por exemplo, que a última vez que a França quis permanecer neutra, precisou dos Estados Unidos para ser liberada. Vamos ver agora a legalidade deste ataque. A resolução 1441 da ONU diz que caso o Iraque não se desarmasse, sofreria graves consequências. Não temos aí explicitamente dito "intervenção militar", mas o que mais pode ser uma grave consequência, visto que o resto já está acontecendo (embargos econômicos, empobrecimento geral do país, opressão à liberdades básicas...). Podemos até nos basear naquela velha filosofia de "cada um faz o que quer dentro da sua casa", mas sabemos que a liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro, e se esta liberdade está sendo ameaçada, ela deve ser defendida. Nós estamos entrando em um novo momento na história do mundo, onde os inimigos não estão contidos por linhas geográficas. Vamos esperar para ver o que acontece.

Ok. Fire at will.

quarta-feira, março 19

What's Up

Olá peoples! Things just keep getting better and better. Ontem eu fui no Dado Bier, encontrei umas coleguinhas da faculdade, e mais vários espécimes do sexo feminino de excelente qualidade. Excelente qualidade mesmo! Tomei as cervejinhas básicas e depois me larguei pra casa. Hoje tem churrasco para comemorar o aniversário do André, e sexta-feira temos o Barbazul. Sábado ou domingo vou tentar criar coragem e tomar uma atitude drástica para agilizar minha situação relacionamentística (boa palavra nova). Depois eu conto o que foi que eu fiz, SE funcionar. Se eu for shot down eu não vou comentar. Se eu me acovardar e não fizer nada, aí eu comento. No capítulo anterior, eu estava reclamando. Agora não estou mais. Guess what? I'm cured now. Hahaha. Os acontecimentos dos dois últimos dias me divertiram muito. Turns out que eu sou o menos afetado com a situação. Houveram episódios patéticos de escapismo e speechlessness que me deixaram com um vigor inédito. Também pode ser porque a lua está em libra. Adoro influências zodiacais...

Buffy

Chegou meu box com a 2a. temporada completa, 6 DVDs. Yay! Hoje vi o primeiro disco, com 4 episódios. Só faltam mais 20. Happy Happy Joy Joy!!!

terça-feira, março 18

Ramblings

Bom. Cessado meu momento de manifestação raivosa e musical, estou mais tranquilo. Não consigo parar de ouvir a tal música, though. É impressionante, que por baixo de todos os motivos que haviam surgido, novamente os insiders sabem do que eu estou falando, o da música foi o que mais me deixou posteriormente incomodado. É chato não poder ser espontâneo sob pena de levar bronca. Aí tu vai engolindo, engolindo, até que uma hora não dá mais. Ainda vou reclamar muito tempo, só esperem. É porque agora estou num estado semi-depressivo, semi-alegre, talvez pela volta ao antigo status quo. O problema é que a conjuntura atual é inédita para mim. Nada mais vai ser como era antigamente. Os tempos mudaram. Por sorte eu tenho várias coisas para ocupar a cabeça, tipo duas faculdades e monografia com prazo apertado, porque senão eu ia me incomodar mais. Será, talvez não... se eu não tivesse tanta coisa eu não me preocuparia com estados de espírito, eu ia ficar o dia inteiro dormindo e comendo. Esperem, estou assim a 3 meses, com os eventuais percalços. Não sei como me comportaria porque não vai acontecer. Até eu ter paz de novo, já vai ter passado muito tempo, e vou estar pensando de maneira diferente. Aí vou olhar para os arquivos do blog e pensar: "como eu estava pensando asneira... não foi nada disso". Mas por enquanto está fazendo sentido. Ai ai ai... if I ever feel better, remind me to spend some good time with you... you can give me your number, when it's all over I'll let you know...

Cinema

A pedida do fim de semana foi Two Weeks Notice, a melação romântica do Hugh Grant e Sandra Bullock. Me matei de rir. É bem engraçado mesmo. Momentos memoráveis: Pagar o cachorro quente com nota de US$ 100 e deixar o troco. Quote memorável: "que apartamento pequeno! posso ir de um lado a outro em 6 segundos!". Nota 8 para o filmito, por ser uma diversão básica de fim de semana.

Aproveitei para juntar coragem e ver The Ring de novo. Não foi tão assustador dessa vez. Mas teve seus pontos de cagaço, que foram diferentes dos da outra vez. Porque eu tinha esquecido deles, e não vi em camera lenta antes por precaução, como fiz com as outras partes. Droga. Pelo menos vi de tarde e então de noite já estava bem valente pra dormir. Ainda bem que minha TV é meio alta, se a Samara fosse sair dali, ela ia levar um tombo sem precedentes... heheheh. Aí eu chutava ela. Que valente que eu estou. hehehe. Nota 10 por continuar dando o cagaço da história em mim...

Vi mais uma coisinha no telecine premium sobre lésbicas e gays numa cidadezinha do interior dos EUA, mas foi pela metade, e não era tãããão interessante assim, nem é digno de comentar mais.

Guerra

Entramos em guerra em 48 horas gente... comecem a estocar gasolina, porque se o Iraque detonar as minas dos poços de petróleo, o preço do barril vai subir de US$ 34 pra US$ 60 ou 70, e quero ver vocês abastecerem seus carrinhos com a gasolina a 5 reais o litro... Por sorte a Petrobrás fornece 80% da necessidade brasileira, então talvez não suba taaaanto. Falou Felipe Rijo, analista econômico apocalíptico, para CNN en Español.