sexta-feira, abril 8

Helloween - Mr. Torture


Herói

Seguindo a linha do 'Tigre e o Dragão', 'Herói' é outro épico chinês. O filme se passa durante o século 6 (China Pré-Unificada), e narra a história de um guerreiro sem nome que surge no castelo do Imperador do reino de Qin, informando-o que havia resolvido um dos seus principais problemas: matou os três assassinos que há 10 anos tentavam matá-lo. Passa, então, a relatar como derrotou os exímios lutadores, e aí começa a se desenrolar a história, que é toda composta de flashbacks e 'versões da verdade'. Lembram daquele filme 'Vamos Nessa' ('Go')?? Pois é... imaginem aquilo, com chineses e espadas. A fotografia do filme é absolutamente perfeita, tudo muito colorido e fantástico. As cenas de luta são impecáveis, muitas cenas em camera lenta... um uso espetacular das cores... é.. não tenho do que me queixar em relação ao visual... só que de vez em quando ele é meio maçante. O filme tem um pouco mais de 1h30, mas temos a impressão que durou umas 3h20. Fora isso, não deixem de ver. Nota 9,3 para 'Ying Xiong'.


Nemo!!

Já que eu não tinha visto quando passou no cinema, aproveitei para finalmente olhar "Procurando Nemo", o desenho dos peixinhos. Para aqueles que não sabem, vamos à história. Nemo é um peixe palhaço que tem uma barbatana menor que a outra, e por isso foi a vida inteira superprotegido por seu pai, Marlin. Quando finalmente resolve sair para o mundo, é levado por um mergulhador. Aí, Marlin começa uma longa jornada para procurar o Nemo, e no meio do caminho se junta à Dory, uma peixe que sofre de perda da memória recente, e encontra vários personagens pitorescos. Nesse meio tempo, Nemo acaba em um aquário, e junto com os outros 'moradores', planeja um jeito de fugir. O filme tem várias referências à vida cotidiana, com um viés adequado ao mundo subaquático, o que torna ele muito interessante... e também é naturalmente engraçadíssimo, com o ponto alto sendo a Dory falando "balenês" com uma Baleia Azul gigantesca. Priceless. Nota 8 para 'Procurando Nemo'.


Bad Boys 2

Seguindo a maratona filmográfica do fim de semana, fechei a sexta com mais dois filmes. 'Bad Boys 2' é a continuação de um filme que eu não vi, o que não impede o total aproveitamento da obra. Basicamente é a história de Mike e Marcus, dois policiais da divisão de narcóticos que resolvem investigar o tráfico de ecstasy na Flórida, e se metem em inúmeras encrencas para caçar o chefão. Honestamente, nunca vi tanto tiro e explosão em um filme só. Perseguições em uma Ferrari 550? Carros explodindo numa ponte? Um Hummer H2 atravessando LITERALMENTE uma favela cubana? Tiros para tudo quanto é lado, com um humor ácido misturado? Grupos paramilitares explodindo casas em Cuba? Dinheiro e drogas? TEM DE TUDO. O filme é pura diversão, não tem quem não se divirta com esse filme, porque mistura tudo... comédia, policial, drama, suspense, musical (???)... ahhh eu sou muito bobo quando fico maravilhado. Nota 9,4 para Bad Boys 2.


Garotas Selvagens 2

Se faltou alguma coisa no Bad Boys 2, foram brancas gostosas. Não me levem a mal. Tem uma, mas está morta. Mas vamos ao filme em questão. Garotas Selvagens 2 não tem absolutamente nada a ver com o primeiro, só aproveita o nome para encaixar uma história exatamente igual. Acompanhamos a história de Brittney Havers e Maya King, duas meninas levadas que resolvem armar uma trampa extremamente complicada para colocar a mão no dinheiro do padrasto da Britt. O filme é idiota porque o esquema é complicado demais para ser verossímil, mas ao mesmo tempo, a Susan Ward, a atriz da personagem principal, é tão linda e tão gostosa (e tão rica) que dispensa qualquer necessidade de coesão no enredo. Mas, mesmo sendo tão cheio de furos, a história consegue seguir uma linha interessante, com uma reviravolta atrás da outra... sempre com pouquíssimas roupas, como manda o figurino em filmes deste estilo. Nota 7,9 para Garotas Selvagens 2 e Nota 10 para a Susan Ward.


Gatinhas


Holly
 
Ashton
 
Barbara
 
 
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domingo, abril 3

Rosa Tatooada - Tardes de Outono


Vere Papa Mortuus Est

Pois bem. Já estávamos esperando isso há uns 3 meses, e finalmente o papa morreu. O pontificado de João Paulo II teve muitos pontos altos, como sua participação chave na derrocada do comunismo, e o esforço para levar o cristianismo para cantos do mundo nunca antes alcançados (não que eu aprove esta fúria catequisadora, mas...). O que agora ninguém está falando, já que De mortuis nil nisi bene, Parce sepulto, é sobre algumas posições absolutamente intransigentes de João Paulo II, como por exemplo em relação às mulheres, ao sexo seguro e ao homossexualismo. Nem vou entrar na questão da autorização do sacerdócio feminino, um esforço realizado por João XXIII, que foi simplesmente sepultado. Temos também a questão do aborto, condenando as mulheres que engravidaram devido a estupro a gerarem o fruto da violência. Mais ainda, passou por cima da ordem democrática de vários países, ao declarar que leis sobre o aborto eram "completamente desprovidas de uma autêntica validade jurídica" (Encíclica Evangelium Vitae, 1995). Agora, não podemos esquecer a absoluta teimosia irracional do Vaticano em insistir que preservativos não são eficientes na prevenção da AIDS. Com milhões de pessoas morrendo na África, a pregação da abstinência como único meio de evitar o contágio parece no mínimo cruel, desumano. E mais, declarou que o controle de natalidade de qualquer tipo é imoral, uma medida que em si já é imoral. A alguns anos foi proibido que hospitais controlados pela Igreja nos EUA fizessem vasectomias e ligaduras, porque tais procedimentos são "inerentemente malignos". Tais declarações sugerem uma completa ignorância sobre a realidade da vida das pessoas e a gravidade do seu sofrimento. Por último, também tivemos as afirmações retrógradas publicadas em um dos últimos relatórios da Congregação para a Doutrina da Fé, entre elas definindo a homossexualidade como uma "anomalia desordenada", negando qualquer validade moral ao amor entre pessoas do mesmo sexo, e que também complicaram a vida dos homens e mulheres divorciados, proibindo-os de receberem a eucaristia. Em resumo, tivemos nestes últimos 26 anos um projeto machista, contrário aos princípios mínimos de liberdade e dignidade humana, que aproveitando-se da ignorância dos tolos, aprofundou suas dificuldades e propiciou o aumento do contágio de AIDS. A crença de João Paulo II de que "a fé em Cristo não nos leva à intolerância" parece estar totalmente desagregada de seu comportamento nestas questões. Esperamos que o próximo Papa tenha uma mentalidade mais aberta, capaz de perceber as contradições entre a missão da Igreja Católica de ajudar os necessitados e suas doutrinas anacrônicas que impedem que esta ajuda seja concretizada.


Gatinhas


Loira esptacular!
 
Sandra [de vermelho!]
 
Raven Riley
 
 
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