quarta-feira, outubro 19

New Order - True Faith


Senhor da Guerra

Coruja. A pedida cinematográfica de terça-feira foi 'Senhor das Armas', com o Nicolas Cage. Conta a história de Yuri Orlov, traficante de armas ucraniano, e sua trajetória no mercado negro desde 1982 até os dias de hoje. A história passa pelos problemas de drogas do seu irmão Vitaly, seu divertido ardil para conhecer uma modelo que vira sua esposa, seu sucesso nas vendas após a guerra fria, e as tensões criadas pelas vendas de arma na África, principalmente na Libéria, onde ele se torna amigo do ditador no poder, André Baptiste, e fornece armas para vários países africanos que pagam com diamantes de conflito. Neste meio tempo, ele comenta sobre os dilemas éticos da profissão, sempre mantendo sua família separada dos negócios. Durante toda a sua carreira, Yuri é perseguido pelo agente Jack Valentine (Ethan Hawke), que apesar de se esforçar ao máximo, não consegue provas para prendê-lo. No geral, é um filme ótimo. É legal ver a escalada de Yuri dentro do mundo do tráfico de armas, passando de Uzis vendidas amedrontadamente em um quarto de hotel, até batalhões de tanques e helicópteros Mi-24 Hind comprados diretamente de generais russos. Nestes tempos de desarmamento, alguns debilóides pró-SIM podem querer usar o filme como argumento, 'boohoo, armas matam pessoas, boohoo', mas nem vou me dignar a enfrentar esse tipo de colocação patética. Nota 9 para 'Lord of War'. ('It's Warlord.' 'Thank you, but I prefer my way.')


Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Com muito atraso, finalmente consegui ver este filme estranho do Jim Carrey com a Kate Winslet. A história é das mais malucas: Joel e Clementine são um casal, mas ela não está muito satisfeita, então resolve usar os serviços de uma empresa, a Lacuna, Inc., para apagar da sua cabeça a existência de Joel. É como se ele nuuuunca tivesse existido. Até aí tudo bem. Quando Joel descobre, fica louco e, não conseguindo esquecer dela por conta própria, resolve tomar partido do procedimento da Lacuna, Inc., para também esquecê-la. Só que, no meio do procedimento, ele resolve que não quer mais esquecer, e então começa um jogo de esconde-esconde psicodélico por dentro das memórias de Joel, para que Clementine não seja totalmente apagada de suas lembranças. Para isso, eles fogem para zonas estranhas, como a infância, adolescência esquecida, coisas do gênero. Muito bizarro. Junto com isso, um dos funcionários que fez o 'apagamento' da Clementine, pegou todos os itens que ela tinha dele, usados no procedimento, e agora está seduzindo ela de novo com os mesmos lances, presentes, frases, lugares a serem visitados, etc. Muito interessante. [Alfinetada ON] Algumas pessoas que eu conheço poderiam aproveitar enormemente os serviços da Lacuna, inc... [Alfinetada OFF]. Nota 7,3 para 'Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças'.


Os Links de Sempre

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segunda-feira, outubro 17

Vitalic - My Friend Dario


Bugsy
- por Dr. Fábio Cremer, PhD. em Gemologia - interino do blog

Aproveitando a ótima programação da HBO, acabei vendo de novo o excelente "Bugsy", filme de 1991, com Warren Beatty, Annette Benning, Harvey Keitel, Ben Kingsley, Joe Mantegna entre outros ótimos atores. O filme concorreu a vários Oscars na época (melhor ator - Warren Beatty, melhor ator coadjuvante - Harvey Keitel e Ben Kingsley - duas indicações na mesma categoria, melhor filmagem, melhor diretor, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor música, melhor roteiro e melhor filme). Dessas indicações, o filme levou duas: melhor direção de arte e melhor figurino. O filme foi responsável pela união do casal Warren Beatty (agora aposentado do cinema) e Annette Benning que se conheceram nas filmagens, casaram e hoje têm 4 filhos. O filme se passa nos Estados Unidos da década de 30 e conta a história verdadeira de Benjamin "Bugsy" Siegel, um gângster muito conhecido na história americana por ter sido o idealizador do que hoje é Las Vegas. Detalhe que ele ODIAVA o apelido "Bugsy" e não permitia que ninguém pronunciasse esse nome na frente dele. Bugsy é um homem metido em negócios, digamos, obscuros, envolvendo muita lavagem de dinheiro, gangsters, venda de bebidas (que era proibida na época nos EUA), etc. Ele tem muito dinheiro, é um esbanjador (tem um momento no filme que ele tá passando de carro na frente de uma mansão que achou bonita e pára o carro, toca a campainha e resolve comprar a casa na hora, oferecendo uma grana absurda à vista) e é também um homem cruel que não hesita em ser violento quando necessário. O filme mostra como ele conhece a mulher que acabaria, entre indas e vindas envolvendo traições, mentiras, etc, sendo a mulher da vida dele, Virginia Hill (Annette Benning). Em uma visita que Bugsy faz num boteco de beira de estrada em Nevada onde ele tinha negócios (era um bar absurdamente imundo com uma roleta de apostas e uns ventiladores de teto no meio do deserto em Nevada, EUA) ele desce do carro no meio da estrada no deserto e tem uma espécie de visão, um "clique", e resolve que vai construir um hotel de luxo, todo decorado, com quartos top de linha, piscinas imensas e um cassino luxuoso com atendimento VIP, etc, pois o Estado de Nevada estava acabando de legalizar o jogo (em 1931). O problema era a verba (que ele não tinha), então ele reúne os "amigos" mafiosos dele e conta a idéia e pede para eles bancarem o investimento. Orçamento inicial: U$ 1 milhão. O problema é que durante as obras do cassino ele resolve usar materiais melhores, fazer modificações na estrutura do hotel-cassino e isso faz com que o orçamento final seja de U$ 4 milhões. Hoje pode parecer ridículo um valor desses para um hotel de luxo, mas não esqueçam que o filme se passa na década de 30, quando esse valor era um absurdo. Em um determinado momento os "amigos" mafiosos de Bugsy resolvem fazer um reunião para decidir se matam ele ou não, pois acham que ele abusou gastando o dinheiro deles no tal hotel. Mas, a decisão deles é esperar o hotel inaugurar para ver no que dá. O hotel-cassino recebeu o nome de "Flamingo" em homenagem à mulher de Bugsy, Virginia Hill (era o apelido dela, pois ela tinha uma certa habilidade sexual). O hotel fracassou totalmente, até porque não existia nada em volta, naaaa-daaa, o hotel ficava literalmente no meio da estrada no deserto. A idéia de Bugsy era aos poucos construir uma cidade ali, com igreja, postos de gasolina, etc... mas ele não viveu para ver nada disso. Irritados com o fracasso do hotel, e depois de descobrirem que Bugsy estaria desviando uma parte do dinheiro investido, os "amigos" mafiosos resolvem mandar matar Bugsy. Ele morre sentado em casa, em 20 de junho de 1947, lendo o "The New York Times" e toma vários tiros no peito e na cabeça de um atirador escondido no jardim da sua casa. Após a morte dele, o negócio com o passar dos anos começa a dar uma reviravolta, uma cidade começa a ser construída no meio do deserto e hoje em dia o hotel-cassino "Flamingo" em Las Vegas movimenta milhões e milhões de dólares em apostas por ano. Muito bom o filme, aumentou a minha cultura geral e, agora, a de vocês também. Nota 10 para "Bugsy".


Virando o Jogo

Já que faz um tempo que eu não consigo comentar nenhum filme, hoje consegui ver na Warner 'The Replacements', um filme com o Keanu Reeves, Gene Hackman e Orlando Jones. A história é divertida: depois que os jogadores de futebol da NFL entram em greve faltando poucos jogos para os playoffs, os times ficam sem escolha a não ser contratar amadores. O Washington Sentinel, com um técnico dos anos 80, escolhe uma série de malucos, como um membro da SWAT, ex-presidiário, seguranças de boate, lutador de sumô, galeses malucos, e Shane Falco, um quarterback que desapareceu depois de um fiasco numa final universitária. Com essa equipe meia-boca, eles vão ter que enfrentar seus medos e os outros times para ganhar as partidas que faltam para chegar aos playoffs. As cheerleaders também estão em greve, então eles usam várias strippers, que além de espetaculares, causam alguns momentos engraçadíssimos no filme. E a chefe das cheerleaders obviamente tem um casinho com o Keanu Reeves. Típico. Bom, só vale a pena se vocês pegarem passando na TV, não justifica locar um DVD. Nota 7 para 'The Replacements'.


Garagem Hermética

Depois deste comentário bastante extenso do Dr. Fábio, me resta comentar minha visita exploratória ao Garagem Hermética, acompanhado pela Cris, a rainha mafiosa. A Noisy, festa que ia acontecer lá, tinha participação do Tony, o primo imaginário, no line-up dos DJs (lembrando que dia 21, às 21h na Sala P.F. Gastal, ele estará conduzindo um debate sobre o filme 'Santa Sangre', que o Diego aparentemente odiou com todo o âmago do seu ser), e aí está o motivo da excursão. Confesso que esperava um lugar bem boca braba, mas até que não é tão ruim assim. É um segundo andar, chão de madeira, estreito e comprido, bar numa ponta, palco na outra ponta, e um galinheiro no meio como cabine do DJ. Tinha umas tipinhas estranhas, como uma maluca de peruca branca, e outra disfarçada de Willy Wonka (sobretudo roxo e cartola!), e as músicas variaram de rocks desconhecidos e technos malucos até clássicos como Madonna, Nirvana e Smashing Pumpkins. No geral, deu para se divertir bastante.


Os Links de Sempre

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