sábado, março 25

Speedway - Genie in a Bottle


BBB6

Como era de se esperar, tivemos mais uma vez um espetáculo de demagogia barata na final do Big Brother Brasil 6. Com suspeitíssimos 47% dos votos, venceu a pobre baiana de 33 anos, 10 irmãos e uma filha com paralisia cerebral. Tendo um histórico desses, o resultado era previsível, visto o enorme prazer do povo brasileiro em ver a 'justiça sendo feita'. Acho improvável que todos os sites de previsões de resultados tenham errado tão feio, visto que tinhamos indicada como vencedora disparada a mimosinha Mariana, que possui um histórico igualmente miserável, morando até poucos anos em uma casa feita de lona de caminhão. Mas, dentro da casa, o argumento é sempre o seguinte: "lá fora você tem chance..." Ou seja: sendo bonita e gostosa, pode esquecer o prêmio, porque seu ensaio para a Playboy, VIP, Sexy e assemelhadas, desfiles, propagandas de todos os tipos de produtos, aparições em novelas e comando de programas de auditório vão se encarregar de fornecer o milhão de reais, senão mais. Já os párias, tem uma enorme possibilidade de ganhar. Desse jeito, podemos pensar: porque o programa insiste em colocar uma diversidade de personagens, se sabemos que só os pobres ou desviados vão vencer? Porque então não fazer um programa com TODOS os participantes escolhidos por sorteio? Ou, melhor ainda! Levando em conta que a votação custa R$ 0,31 por chamada, e um paredão gera uma média de 10 milhões de votos (ou seja, R$ 3.000.000,00), porque não fazer um programa semanal com uma seleção de casos perdidos, aleijados, cegos, gordos, drogados, prostituídos e feios, cada um expõe a sua história triste, e o povo se encarrega de escolher? O vencedor leva R$ 1 milhão, a Globo fica com os 2 milhões de troco. Subitamente, o sortudo será atropelado com um discurso panegírico sobre sua vitória contra as agruras da vida, e esquecido em um par de semanas. Não adianta. Mesmo que votassem, o prêmio iria para aquele que o departamento de marketing da emissora acha mais merecedor, e que gerará uma resposta mais positiva e emocionada da população. Com isso, completo meu círculo que lá encima declarou: demagogia barata. Nas sábias palavras de H.L.Mencken, o demagogo é "aquele que prega doutrinas que ele sabe que são mentiras para pessoas que ele sabe que são idiotas."


MIX 27!!

Neste sábado tivemos na academia o lançamento do Mix 27 do Bodycombat, que caso alguns se lembrem estou fazendo há exatamente 6 meses. Muitas músicas divertidas, incluindo 'Speedway - Genie in a Bottle' e 'Freddy Fader - Bom Bom Suenan'. A coreografia está bastante agressiva com movimentos novos, e as aulas continuam ótimas. Hoje depois do lançamento, fomos todos almoçar no Giardino, um restaurantezinho bem honesto ali na Oswaldo Aranha.


Cidade Baixa

A pedida do fim de semana foi o brasileiro 'Cidade Baixa', que eu estava curioso para assistir. Apesar de brasileiro, o filme é muito bom. Situado em uma Salvador underground, temos os personagens de Deco e Naldinho, dois amigos que trabalham com um barco freteiro, que um dia oferecem carona a uma prostituta, Karinna, em troca de sexo e mais uns trocados. Naldinho leva uma facada em uma briga de galo, protegendo seu amigo Deco, e Karinna acaba ficando para ajudá-los. Daí em diante, eles não se descolam mais, e surge um bizarro triângulo amoroso, que escapa do controle dos três quando o ciúme e a rivalidade começa a aflorar entre os antes amigos do peito. O filme retrata muito bem o estilo de vida da pobreza brasileira, onde o dinheiro se consegue num bico, num serviço, num rolo, e se gasta logo depois, numa bebida, numa comida, numa trepada. A vida simplesmente vai passando, sem planos, ao sabor do vento. Pode-se dizer num primeiro momento que o filme simplesmente trata de sexo e violência, mas existe algo mais profundo ali. A atuação de Alice Braga, Lázaro Ramos e Wagner Moura é impecável, e fica claro que uma atuação verossímil em se tratando de filmes brasileiros precisa de exclamações contínuas de "porra!" e "caralho!". Muito bom. Todos devem ver.



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