sexta-feira, janeiro 28

Ladytron - Seventeen


Closer

Aproveitando os não-tão descontos de quinta no Arteplex (passou de R$ 3 para R$ 4), fui ver o tão comentado 'Closer - Perto Demais', com o Jude Law, Julia Roberts, Clive Owen e Natalie Portman. A história é bastante simples: Dois casais, um se engraça com a outra, uma se engraça com o outro. Os personagens são bem pitorescos: uma fotógrafa, um obituarista, um médico e uma stripper. Amam um, amam o outro. Traem, se arrependem, voltam. Traem de novo, choram, acabam. É interessante notar que o filme segue um roteiro não muito linear, pois às vezes dá uma voltada no tempo para mostrar o outro lado do que está sendo dito. Como o filme é bastante parado, ele se sustenta só nos diálogos, e, uau, que diálogos! Talvez eu esteja mais emocionado porque devido aos eventos recentes, pude me identificar bastante com alguns momentos do filme. Em resumo, não deixa de ser uma versão encenada da minha reclamação do começo da semana. As pessoas se preocupam demais, não conseguem deixar para trás o que está no passado, e, ao contrário, insistem em trazer à tona coisas que pertencem só à profundidade particular de cada pessoa. Há um prazer sádico em fazer isso, creio eu, pois surge uma justificativa concreta para todos os demônios imaginários que atormentam nossas mentes. São todas aquelas coisas que nós insistimos em não ver, não aceitar, mas que no fundo da nossa cabeça já nos demos conta que realmente aconteceram, e a confissão serve como último prego no caixão. Sabendo a verdade, fica mais fácil odiar. Não sobra espaço para a ilusão e a esperança. Obviamente estou transformando a resenha do filme na parte 2 do meu comentário, mas é que a coincidência do tema do filme com a minha realidade recente é perturbadora. Nota 10 para 'Closer'.


BBB5

Como a minha família pode ser classificada como 'teletonta', é natural que tenhamos o pay-per-view do Big Brother Brasil 5. Ou seja, 24h aguentando aquela turma que fica o dia inteiro atirado pelos cantos, conversando abobrinhas ou fazendo ginástica. Dessa vez, para variar um pouco, eles escolheram as meninas com um cuidado extremo. Nem vou falar da Marielza, coitada, porque a pobre teve um treco. Quero falar das que foram escolhidas pela produção. Vamos começar pela Grazielli. A Miss é um espetáculo. Burra como uma porta, mas um espetáculo. Depois tem a Tatiana 'Ellen Roche'. Também tá ótimo. A Natália, a moreninha, outro filé (que nojentoooo pareço um carioca de beira de praia! uh, goshhhtosa!!). Até a Karla, que não está lá essas coisas de 'comissão de frente', é uma beleza. Pena que a Miss não vai poder posar pra Playboy, senão ela perde o título, mas as outras provavelmente vão parar lá, porque não são burras. Mas é importante que elas não saiam muito cedo da casa, porque senão só conseguem ensaio na Sexy, e aí podem acabar desistindo, posto o baixo nível da revista.


De volta aos livros!

Já faz muito tempo que eu não comento sobre livros aqui no blog. Na verdade, desde 'Quando Nietzsche Chorou', não havia sido dita mais nenhuma palavra sobre o assunto. Mas é que os autores que eu estou lendo vocês já estão cansados de conhecer: Celso Ribeiro Bastos, José Afonso da Silva, Hely Lopes Meireles... mas bem. Para variar um pouco, consegui finalmente terminar de ler alguma coisa diferente. Sushi, da Marian Keyes (Sushi for Beginners, no original), é um livro de mulher, eu admito. Não é tão rasteiro e romanticamente meloso quanto aqueles livrinhos que minha mãe lia, tipo 'Júlia', 'Sabrina' e 'Bianca', mas não por isso deixa de ser um livro de mulher. A história é bastante simples. Lisa Edwards é uma poderosa editora-chefe de uma revista feminina famosa, e quando achava que ia ser transferida de Londres para Nova York, acabou sendo despachada para Dublin para criar do zero uma revista estilo Capricho, a Colleen Magazine. Ashling, a contratada para ser sua assistente, se preocupa demais com tudo, seja com as piadas do seu amigo, seja com o mendigo que dorme na sua porta, seja por morrer de inveja de sua melhor amiga, Clodagh. Clodagh, por sua vez, não tem idéia de onde as pessoas querem tanto estar na sua pele. Apesar de extremamente bonita, ela sofre com duas crianças enlouquecidas e um marido ausente. Ao redor dessas três, e do lançamento da revista Colleen, é que gira todo o livro. Vários rolos com namorados inseguros, tentar seduzir o chefe, resolver um divórcio, arranjar um emprego para o mendigo, enfim, uma historinha totalmente suave, uma leiturinha bem água com açucar. Não é meu tipo de livro favorito, mas hey, pelo menos é alguma coisa que as leitoras do site podem aproveitar.


Gatinhas


Uma loirinha...
 
Uma moreninha...
 
...e uma ninfeta! [que coisinha mais linda!]
 
 
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segunda-feira, janeiro 24

SR-71 - What a Mess


Minha última reclamação

Daqui a algum tempo, quando eu reler este post nos meus arquivos, vai ficar nítido que foi motivado por um rancor cortante que sempre acompanha o desmoronamento daquela pilha de tentativas frustradas que costumamos chamar de "relação". Quando acaba, é um alívio, frustrante, mas um alívio.

Na maior parte dos relacionamentos, as pessoas não sabem acabar. Acabam muito depois do que teria sido razoável. Acabam não quando ainda resta alguma coisa aproveitável, e sim quando não resta nada mais que sofrimento desnecessário. Normalmente, é irreparável a dor que vem do prolongamento em vão do que deveria ter sido encerrado lá atrás. Muitas vezes, somos detidos por covardia, às vezes por um último, penúltimo ou antepenúltimo sopro de esperança. E às vezes por uma inércia sem explicação. O fim geralmente é claro, mas a gente finge que não vê. Onde havia compreensão e tolerância, surge a impaciência. Onde havia generosidade, aparece um rigor cruel. Onde havia disposição para dividir, surge o egoísmo. Onde havia ternura, grosseria. Existe sempre um momento exato para o fim, mas a maior parte das vezes, só o vemos muitas semanas, meses ou anos depois. É aquele momento onde alguma coisa se rompe, para sempre. E mesmo assim, seguimos em frente como um trem prestes a descarrilar. As primeiras acusações feitas por uma parte e admitidas pela outra. A primeira agressão sofrida e tolerada. É nesse momento onde o mais sensato seria acabar, mas sempre tentamos levar a coisa adiante. Grande erro.

Nesse vai-e-vem de relacionamentos, cada vez se aprende uma coisa diferente. Dessa vez, o que eu aprendi foi o seguinte: o passado e o futuro não existem. Só o presente. O passado já passou. Não importa mais. Para que ficar se atormentando com o que já aconteceu e não pode ser mudado? O futuro ainda não existe. Porque se preocupar com ele, se não temos idéia do que será o amanhã? Temos que viver o aqui e agora, sem voltar a mente para o passado nem encaminhá-la para o futuro. E isso se aplica perfeitamente na vida romântica. Quanto tempo os casais não perdem em brigas por causa do passado ou do futuro? Esse tempo desperdiçado poderia ser desfrutado se nos focássemos em aproveitar o que está acontecendo agora. Hoje eu amo você e você me ama, e estamos felizes assim. Isso é a felicidade. Mas o que acontece é quase sempre o oposto. Recriminações e amarguras por coisas passadas. Preocupações neuróticas por causa de um futuro cuja existência só está na nossa cabeça. E aí, cruelmente jogamos fora o que poderiam ser momentos de prazer.

Para mudar isso, devemos entender que tudo é impermanente. Tudo que começa um dia vai acabar. Tudo o que se ergue, um dia se destrói. Tudo passa. A juventude. O vigor. O cargo. A carreira. O amor. Isso é a impermanência. Não dá para tentar segurar o tempo, e não dá para apressar o ritmo da vida. Se compreendermos isso, vamos estar preparados para viver o aqui e o agora. O amanhã? Quem sabe? E o que importa? E pior ainda: não dá para controlá-lo! Amanhã você vai estar junto da pessoa que tanto ama hoje? Você pode se atormentar com essa dúvida e estragar grandes momentos. Ou apenas aproveitar o presente. Aí eu me dou conta como as pessoas perdem coisas na vida amorosa, por estarem presas ao passado ou cheias de preocupação e ansiedade em relação ao futuro. Tanta felicidade ao alcance das mãos e a opção pela dor, pelo medo e pelo rancor.

Todo mundo sabe que eu não costumo me aproximar da Bíblia, mas esta história de impermanência me leva ao Eclesiastes. Procurem dar uma lida. Mas neste sentido, também se aproveita uma outra passagem do mesmo livro, especificamente Eclesiastes 4:6 a 4:11, e eu transcrevo:


Melhor é um punhado com tranqüilidade do que ambas as mãos cheias com trabalho e vão desejo. Há um que é só, não tendo parente; não tem filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas. E ele não pergunta: Para quem estou trabalhando e privando do bem a minha alma? Também isso é vaidade e enfadonha ocupação. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?


Pois é... acho que mais ou menos isso era tudo o que eu tinha para falar. Também estou aprendendo a não ficar martelando na mesma tecla, então vocês não vão mais escutar nada de mim sobre este assunto. Não escrito, pelo menos. Espero que minhas lições sirvam para alguém, se bem que para errar, não adianta ser avisado. Tem que cair e levantar.


Gatinhas


Ruivinha gostosa
 
Felicity Fey [uma ninfeta!]
 
House of Lust [uma festinha!]
 
 
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