sábado, fevereiro 11

Cascada - Everytime We Touch (Radio Mix)


Fluxo de Consciência

Eu queria comentar algumas coisas curtas demais para justificar um título próprio, mas que igualmente devem ser ditas... em primeiro lugar: Daiane dos Santos o caralho, o canal são esses caras. Vâmo pará com essa história. Em outro tópico, BBB6. É chegado o momento de votar certo e tirar a miudagem da casa. Que diabos é essa franja? Tenho horror a esses cabelinhos que sobram na testa quando prende o cabelo. Desde o primeiro BBB, acho que eu nunca vi uma participante usar tão descaradamente a defesa de "eu sou pobre, preciso ficar na casa!" para que o povo tenha pena. "Vocês falam inglês e são bonitos, vocês tem mais chance lá fora do que eu..." BOO-HOO. Francamente... tinha que ganhar a Mariana, que é bonita, gostosa, e totalmente pé no chão. Todos os estereótipos de minorias padrão já ganharam o prêmio: o interiorano, o pobre simpático, a pobre digna de pena (é Léa, a Cida chegou primeiro, azar o seu), a bicha... tá na hora do prêmio ir pra alguém bonito, pra variar. E pra não dizerem que eu não avisei antes: a pesquisa do Terra tá 75% pra Léa sair. Se não acontecer, é claro que a votação foi manipulada pela globo para manter a pobrezinha lá dentro.


Memoirs of a Geisha

A pedida do fim de semana foi não ver Memórias de uma Geisha, com Ken Watanabe, Michelle Yeoh e Ziyi Zhang. Conta a história de Chiyo, uma menina do interior do japão com peculiares olhos azuis que é vendida na cidade grande para se tornar uma geisha ('gueixa' é uma grafia horrível, então não vou usá-la). Chiyo, no entanto, está mais interessada em se reencontrar com sua irmã, e por se meter em muitas encrencas, algumas orquestradas por Hatsumomo, a geisha mais importante de sua nova casa, acaba condenada a trabalhar como escrava. É então que ela conhece o 'presidente', um senhor muito gentil que lhe compra um sorvete na rua. Daí em diante, ela fica apaixonada por ele e decide que tudo o que fizer na vida, vai ser para se aproximar dele. Por uma ironia do destino, Mameha, a dona de outra casa de geishas a toma como pupila, por ver nela um enorma potencial. Ensina tudo o que precisa se saber sobre a profissão, e observa Chiyo florecer com um nome novo, Sayuri. Ela se torna uma maiko, uma espécie de geisha em treinamento (i.e. virgem), e começa a sua introdução graciosa na sociedade, tudo visando o leilão de seu mizuage. (se ela é virgem, vocês sabem o que é o mizuage, não é? Não vou contar a fábula da caverna onde nenhuma enguia entrou ainda...) Nesse meio tempo, estoura a segunda guerra mundial, e Sayuri vê sua vida totalmente alterada, cada vez mais afastada do 'presidente', mas isso acaba por mudar. Não vou contar toooooda a história do filme, mas basta com dizer que como todo bom filme com temas asiáticos, a fotografia é espetacular e a música é muito boa. Nota 9 para 'Memoirs of a Geisha'.


Last Life in the Universe

Em mais uma sessão de filmes asiáticos estranhos, assisti ontem 'Ruang rak noid nid mahasan', um filme tailandês cuja tradução em inglês seria 'Last Life in the Universe'. Este título, no caso, é o título de um livro que aparece no filme, sobre um lagarto que acorda um dia e descobre que não tem mais ninguém na face da terra, só ele. O autor deste livro se suicidou, na vida real, by the way. Kenji (Asano Tadanobu, que fez o papel do yakuza Kakihara, no já comentado aqui 'Ichi The Killer'), é um bibliotecário que passa o tempo imaginando maneiras de se suicidar. Seja por enforcamento, corte de pulsos, tiro ou pulando da ponte. Ele é obcecado por ordem, tudo no seu apartamento é limpo, ordenado e categorizado. É um cara caladão. As cervejas ficam uma lata do lado da outra, rótulos virados para a frente. Livros catalogados com etiquetas. E por aí vai. Mas, ele está na Tailândia fugindo da Yakuza, que persegue ele e seu irmão. Tentativa fútil, pois eles acabam sendo encontrados, e seu irmão é morto dentro do seu apartamento, a tiros. O mesmo destino comparte o assassino, baleado pela arma de Kenji. Subitamente, a ordem de seu apartamento é quebrada por dois cadáveres e sangue espirrado pelas paredes. Não podendo continuar ali, ele vai tentar se matar se jogando da ponte. E aí conhece Noi. Os dois testemunham o atropelamento fatal da irmã dela, Nid, que ficou paralisada no meio da rua olhando Kenji de cócoras no corrimão da ponte, prestes a pular. Noi é uma maluca, drogada, totalmente sem noção, que vive num buraco e dirige um fusca conversível. Não tendo muita opção, Kenji acaba indo morar com ela. Supõe-se que por mais organizado que alguém seja, o convívio forçado em um ambiente tão desorganizado acaba por modificar o personagem de Kenji, o que realmente acontece. Com a formação deste casal improvável, surge uma pequena história de amor, que tem muito significado. O título em tailandês, traduzido literalmente, significa 'História de amor, um pouco, bastante.' Não tenho mais comentários sobre o filme, a não ser que ele é bem calminho. Para uma resenha um pouco mais acertada, leiam o comentário do primo Tony no seu 'CollabBlog' Os Jovens Turcos. Nota 7 para 'Last Life in the Universe'.


Os Links de sempre!!!

[x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x]

segunda-feira, fevereiro 6

Guano Apes - Open Your Eyes



Wolf Creek

A pedida da terça-feira foi não ver Wolf Creek. Eu não vi tanto que acabei não entendendo muito bem o filme. Mas, basicamente, a história é baseada em fatos reais. Entenda-se marginalmente baseada em fatos reais. Mais exatamente, nos Snowtown Murders, que ocorreram na Austrália em 1999. Mas, no filme, a história é mais ou menos a seguinte. Duas inglesinhas e um australiano resolvem fazer uma viagem maluca para visitar a cratera de Wolf Creek, para tentar ver alienígenas. Misteriosamente, o carro estraga, e eles ficam empacados no lugar estranho. Um desconhecido chega em uma caminhonete, e oferece levá-los de carona até sua oficina e arrumar o carro. Não tendo muita opção, eles topam. São drogados com alguma coisa e acordam amarrados e sujos. Resulta que o cara é maluco, tortura e estupra as meninas depois de alguns meses de abuso, enquanto elas sobreviverem. Como essas duas se rebelam e tentam fugir, ele acaba com as duas. Nesse meio tempo, o amigo australiano está amarrado. Ele se solta, vai embora e é resgatado. Boohoo. Tem sangue, tem dedos cortados, espinhas seccionadas, tiros na cabeça, capotagens. Mas o filme é legal e os personagens são inteligentes. Por 'legal' eu quero dizer 'idiótico' e por 'inteligentes', eu quero dizer 'completamente retardados'. O final é abrupto demais, a explicação é péssima (se é baseado em fatos reais, como que o cara que sobreviveu contou sobre as gurias mortas se ele nem enxergou elas de novo?), se passa o filme inteiro querendo gritar para os personagens o rumo correto de ação, que eles nunca fazem, etc.. etc.. etc.. MAS, de qualquer forma, o intuito do cinema não foi assistir ao filme mesmo... então: Nota 5 para Wolf Creek.


São Paulo 2006

Well then... para os que já não sabiam, quinta-feira eu me mandei para São Paulo, para fazer um curso na Câmara de Arquitetos. Naturalmente, o tempo livre foi bastante ocupado.

Já na quinta-feira, fomos dar uma volta nos jardins, Oscar Freire, Haddock Lobo, para ver como andam as lojas graúdas. Estão todas matando cachorro a grito, porque os funcionários só faltam pagar um jantar para que se compre alguma coisa. Depois, passamos na Daslu, que ao contrário do difundido na mídia, não tem entrada proibida para homens e quem não está de carro. Um breve comentário da loja, é que é a maior ostentação da história da humanidade. Nem nas Galerie Lafayette eu vi tamanho dispêndio de recursos em um lugar só. Os elevadores tem piso de mármore, uma poltrona dentro e luminárias de alabastro (alabastro é uma pedra que praticamente não existe mais, aguardem outro chute mais adiante). Os bares dentro da loja servem SÓ Johnnie Walker Blue Label para os clientes em compras. Tem até um helicóptero lá dentro. Os preços são abismais, mas tem muita coisa comprável. Comprei um óculos. Depois do passeio nababesco, demos uma volta no Shopping Iguatemi, que em comparação com a Daslu, é um pardieiro. Mas, tem algumas coisinhas interessantes.

Sexta-feira foi o primeiro dia do curso, e nos divertimos muito com os colegas, conversando sobre termos diferentes do sul. Cacetinho e negrinho, principalmente, provocaram muitas gargalhadas, mas também figuraram a sinaleira e o guisadinho (lá é 'carne moída'). Também deu pra descobrir alguns termos específicos de lá, como Carne Louca (que diabos é isso? Carne desfiada com cebola). À noite, Teatro Abril, para assistir 'O Fantasma da Ópera', óbvio. A peça foi espetacular, não deixando a dever para as montagens de Londres e NY. Lógico, toda cantada em português, mas para quem já está acostumado com as músicas, é interessante a mudança. Depois, fomos para o Skye, o bar do Hotel Unique, projetado pelo Ruy Ohtake, e nos surpreendemos com a sofisticação do lugar. Todo tipo de pessoas, estrangeiros, homens com crianças de colo, garotas paulistas com trajes sumários, um espetáculo. Tudo sob um deep house bombante, iluminação diferente e bem colorida.


Sábado depois do curso e Domingo foram ocupados com o turismo arquitetônico básico de SP, visitando o MASP e o SESC Pompéia, projetados pela Lina Bo Bardi, o Edifício do Banespa e o Terraço Itália, algumas intervenções do Oscar Niemeyer, Teatro Municipal, a antiga sede da Light, que agora é um Shopping, alguns trechos percorridos de metrô e por caminhos meio desertos do centro (Troféu Temeridade 2006), e finalmente, de volta para o aeroporto de Guarulhos para encarar o vôo de volta. O vôo foi particularmente peculiar, porque o piloto da BRA era gurizão, então anunciou pérolas no intercomunicador do tipo: "guris, gurias... estamos bem alto aqui, 10.300m, em Porto Alegre 28 graus, bom pra tomar uma Polar. Estaremos chegando em 30 minutos. Um beijo pras gurias e um aperto de mão pros guris." e "gurizada, estamos chegando em Portinho, já começamos a descida e estaremos aterrisando em 10 minutos." Francamente, essa descontração toda é inédita para mim. Para me incomodar mais, atrás de mim tinha uma família azul, e o menorzinho não parava de chorar. Em um momento, quase disse para a mãe que controlasse suas crias. E por último, alguma interferência maluca fez com que as caixas de som do avião tocassem em looping infinito três músicas do Legião Urbana: Tempo Perdido, Índios, e Será. Mas bem... foi igualmente divertido o vôo Sem-Noção da BRA.


Os Links de Sempre

Com um boost para compensar a demora.

[x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x] [x]