Guerra Justa ou Iraq for Pacifist Dummies
Esse "não à guerra" é proferido com tanta demagogia que se você discorda dele, é tachado de traidor.
Esta guerra é justa. Justa e necessária. Necessária porque a moral e a razão política exigem. Só pela moral já seria suficiente para encerrar essa discussão. Quer o Saddam tenha ou não armas químicas ou biológicas ou nucleares ou o que seja, o regime dele é imoral e criminoso. Não é apenas uma ditadura, mas um totalitarismo. Quem já não ouviu falar sobre o Centro de Detenção de Bagdá e seus porões onde se tortura e mata? O terror imposto à população, a repressão sanguinária contra os opositores, que não podem se manifestar? A militarização da população? Os crimes contra o Irã e os curdos? A vontade de desestabilizar os vizinhos, destruir Israel? O apoio aos terroristas?
Será que liberdade e dignidade não valem uma guerra? Não devemos libertar um povo que está acorrentado? Será que se tivessem muitos assassinos soltos nas ruas, deveríamos deixar de exigir que a polícia prenda aqueles que consegue prender? Ou vamos dizer pra eles que continuem espalhando o terror, com a condição que não ameace os moradores de outras terras?
O direito do qual se arrogam porta-vozes não é mais favorável aos pacifistas. Os EUA contam com uma resolução da ONU que os autoriza a agir se Saddam Hussein não oferecer provas da destruição de armas de destruição em massa. Esses tolos fingem acreditar que cabe aos inspetores provar que essas armas não existem. Desse modo, pela transferência retórica do ônus da prova, cria-se o jogo de gato e rato. Ou o direito é o direito, e deve ser respeitado, ou a ONU não passa de uma fachada, corroída pela imoralidade e a desordem internacional, e nesse caso precisamos passar longe dela.
É exatamente por saber disso que nossos "semi-hábeis" se entrincheiram por trás da razão política, dizendo que os EUA agem "pelo petróleo". Que o interesse possa ser o fator que move a intervenção não basta para condenar essa intervenção. Como observou Kant, não é preciso que uma conduta seja empreendida segundo dita a moral para que seja justa - basta que se enquadre no que o é.
Além disso, todo Estado tem o dever de assegurar suas condições de sobrevivência. Ora, o petróleo é matéria-prima estratégica, a partir da qual uma chantagem poderia ser feita às repúblicas, chantagem essa já sofrida, aliás, quando Saddam Hussein ameaçou incendiar 1.500 poços. Logo, o petróleo pode legitimar a guerra.
Na realidade, não é a razão que guia nossos pacifistas, mas a paixão. E o odioso, que leva extrema direita, extrema esquerda e forças nacionalistas arcaicas a se unir, disputa espaço com o absurdo.
Imaginemos por um instante o aconteceria se os EUA saíssem derrotados. Cada lado veria nisso uma prova de fraqueza que desestabilizaria os movimentos e governos muçulmanos moderados. Se não existe mais uma polícia internacional, as esperanças mais desvairadas passam a ser permitidas. Se, pelo contrário, a guerra é justa por sua finalidade política e humanitária, ela também o é por seus meios. Alguém falou em sangue? Ninguém pediu aos pacifistas que morram pelo Iraque. Não se trata de enviar à guerra soldados recrutados, mas profissionais. E todo o possível será feito para que as perdas de vidas humanas sejam as menores possíveis.
Com relação à população iraquiana, os meios empregados vão obedecer a esse princípio. Mortos? Certamente haverá. Sim, porque Saddam Hussein faz sua população de refém para não ceder diante da moral e do direito. O direito sem espada não passa de discurso, e a moral sem vontade, de sonho vazio.
Esse "não à guerra" é proferido com tanta demagogia que se você discorda dele, é tachado de traidor.
Esta guerra é justa. Justa e necessária. Necessária porque a moral e a razão política exigem. Só pela moral já seria suficiente para encerrar essa discussão. Quer o Saddam tenha ou não armas químicas ou biológicas ou nucleares ou o que seja, o regime dele é imoral e criminoso. Não é apenas uma ditadura, mas um totalitarismo. Quem já não ouviu falar sobre o Centro de Detenção de Bagdá e seus porões onde se tortura e mata? O terror imposto à população, a repressão sanguinária contra os opositores, que não podem se manifestar? A militarização da população? Os crimes contra o Irã e os curdos? A vontade de desestabilizar os vizinhos, destruir Israel? O apoio aos terroristas?
Será que liberdade e dignidade não valem uma guerra? Não devemos libertar um povo que está acorrentado? Será que se tivessem muitos assassinos soltos nas ruas, deveríamos deixar de exigir que a polícia prenda aqueles que consegue prender? Ou vamos dizer pra eles que continuem espalhando o terror, com a condição que não ameace os moradores de outras terras?
O direito do qual se arrogam porta-vozes não é mais favorável aos pacifistas. Os EUA contam com uma resolução da ONU que os autoriza a agir se Saddam Hussein não oferecer provas da destruição de armas de destruição em massa. Esses tolos fingem acreditar que cabe aos inspetores provar que essas armas não existem. Desse modo, pela transferência retórica do ônus da prova, cria-se o jogo de gato e rato. Ou o direito é o direito, e deve ser respeitado, ou a ONU não passa de uma fachada, corroída pela imoralidade e a desordem internacional, e nesse caso precisamos passar longe dela.
É exatamente por saber disso que nossos "semi-hábeis" se entrincheiram por trás da razão política, dizendo que os EUA agem "pelo petróleo". Que o interesse possa ser o fator que move a intervenção não basta para condenar essa intervenção. Como observou Kant, não é preciso que uma conduta seja empreendida segundo dita a moral para que seja justa - basta que se enquadre no que o é.
Além disso, todo Estado tem o dever de assegurar suas condições de sobrevivência. Ora, o petróleo é matéria-prima estratégica, a partir da qual uma chantagem poderia ser feita às repúblicas, chantagem essa já sofrida, aliás, quando Saddam Hussein ameaçou incendiar 1.500 poços. Logo, o petróleo pode legitimar a guerra.
Na realidade, não é a razão que guia nossos pacifistas, mas a paixão. E o odioso, que leva extrema direita, extrema esquerda e forças nacionalistas arcaicas a se unir, disputa espaço com o absurdo.
Imaginemos por um instante o aconteceria se os EUA saíssem derrotados. Cada lado veria nisso uma prova de fraqueza que desestabilizaria os movimentos e governos muçulmanos moderados. Se não existe mais uma polícia internacional, as esperanças mais desvairadas passam a ser permitidas. Se, pelo contrário, a guerra é justa por sua finalidade política e humanitária, ela também o é por seus meios. Alguém falou em sangue? Ninguém pediu aos pacifistas que morram pelo Iraque. Não se trata de enviar à guerra soldados recrutados, mas profissionais. E todo o possível será feito para que as perdas de vidas humanas sejam as menores possíveis.
Com relação à população iraquiana, os meios empregados vão obedecer a esse princípio. Mortos? Certamente haverá. Sim, porque Saddam Hussein faz sua população de refém para não ceder diante da moral e do direito. O direito sem espada não passa de discurso, e a moral sem vontade, de sonho vazio.

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