Alizeé - J'en ai MarreTetsuo

A onda de filmes japoneses continua! Desta vez foi um clássico da bizarrice nipônica, um filme de 1988: "Tetsuo - The Iron Man". A história é sobre um homem que atropela um maluco que tem fetiches com metal. Como assim fetiches com metal? Ele se corta e insere pedacinhos de metal no corpo. Só que depois deste atropelamento, o homem descobre que tem uma farpa de metal incrustada no rosto. Rapidamente, outras partes do seu corpo começam a ser cobertas de metal, enquanto ele tenta em vão fugir do maluco por metais. Até o pênis dele vira uma gigantesca broca giratória, que acaba perfurando a pobre da namorada. Para 1988, o filme é horrivelmente mal-feito, é até preto e branco, mas é extremamente divertido testemunhar a transformação do homem em um monte de metal. O estilo de filmagem, os ângulos meio fora do normal, me lembram um pouco aquele outro filme, 'Pi', do Darren Arofnowsky (é dele mesmo? Tony, me corrija se eu estiver errado. Não me lembro direito do filme porque matei uma garrafa de J.P. Chenet durante o filme e dormi antes do final..) O final é bizarro, tão bizarro quanto o filme, então nem adianta eu comentar.Nota 7,8 para 'Tetsuo'.The Island

Seguindo a linha de filmes com títulos marcantes como "Ácela" e "Ávila", agora temos este grandioso filme, "Áilha". Nesta pérola, Ewan McGregor é Lincoln Six-Echo, um homem que mora em um lugar perfeitamente organizado, o último lugar onde os seres humanos podem viver tranquilamente, sem medo da contaminação que assolou o mundo após um holocausto. Lá, eles aguardam pacientemente sua transferência para a Ilha, um lugar paradisíaco que funcionará como um novo Éden. Sua amiguinha, a Scarlet Johansson, é Jordan Two-Delta, outra habitante do lugar. Apesar da paz e tranquilidade, Lincoln desconfia que a coisa não é bem por aí, e que essa história de contaminação está mal contada. Quando começa a investigar, descobre que a verdade é muito maior do que ele imaginava... não posso falar muito mais do que isso sem estragar o filme, então agora só comento que o resto do filme é muito legal. Veículos explodindo, helicópteros explodindo, motos voadoras explodindo, pedaços de prédio explodindo, e mesmo assim os personagens principais não morrem! A Scarlett Johansson é muito gostosa (eu já não disse isso em algum outro filme há pouco tempo? Pois é, aqui ela está mais gostosa ainda). Bem bom... Nota 9 para 'A Ilha'.Star Wars!

Todo mundo sabe que japoneses, chineses e asiáticos em geral tem um probleminha sério com o inglês. Além de usarem frases sem sentido só pelo valor estético, as traduções de filmes são ruins de doer. Neste link, tem umas cenas capturadas da versão em chinês do Star Wars, e sua correspondente legenda em inglês. Olhem que delícia. Não consigo acreditar que eles não consigam pessoal capacitado para fazer a legendagem de um filme desse porte... é lamentável, francamente... Vejam também a legendagem da versão em chinês do Senhor dos Anéis: As Duas Torres... lamentável, lamentável...
Os Links de Sempre

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Seguindo a linha de filmes japoneses malucos e ultra-violentos que começou com 'Ichi the Killer', assisti desta vez o estranho 'Suicide Club', uma mistura de crítica social com banho de sangue. Como todos sabem, o Japão tem um problema sério de suicídios, mais ou menos uns 30.000 por ano, principalmente de jovens. A pressão cultural por lá é muito forte, e com todos aqueles ideais de honra e perfeição, é fácil a pessoa se deprimir. O filme, então, narra os eventos que iniciaram com um suicídio em série na estação de trem. 54 estudantes deram as mãos e se atiraram nos trilhos, ao mesmo tempo. Não sobrou nada. O banho de sangue é sem paralelos no cinema atual. O Detetive Kuroda começa a investigação e recebe misteriosas mensagens de uma garota que encontrou na internet uma página que conta os suicídios e atualiza o número de mortes antes que elas aconteçam. Também recebe telefonemas bizarros de crianças que tossem sem parar e sabem exatamente o que está acontecendo, e fazem perguntas crípticas. Nesse interim, mais suicídios vão acontecendo, gangues bizarras se acusam como responsáveis pelo 'Clube do Suicídio', e a namorada de um dos suicidas resolve investigar por conta própria o que está acontecendo, e o que uma estranha banda pop de meninas de 12 anos tem a ver com isso. O filme é um prisma sobre o problema da alienação, sobre como as pessoas perdem o contato com seus filhos, familiares, amigos, e até com si mesmos, e acabam usando a morte como uma escapatória fácil desse problema. Nota 7,8 para 'Suicide Club'.