segunda-feira, fevereiro 6

Guano Apes - Open Your Eyes



Wolf Creek

A pedida da terça-feira foi não ver Wolf Creek. Eu não vi tanto que acabei não entendendo muito bem o filme. Mas, basicamente, a história é baseada em fatos reais. Entenda-se marginalmente baseada em fatos reais. Mais exatamente, nos Snowtown Murders, que ocorreram na Austrália em 1999. Mas, no filme, a história é mais ou menos a seguinte. Duas inglesinhas e um australiano resolvem fazer uma viagem maluca para visitar a cratera de Wolf Creek, para tentar ver alienígenas. Misteriosamente, o carro estraga, e eles ficam empacados no lugar estranho. Um desconhecido chega em uma caminhonete, e oferece levá-los de carona até sua oficina e arrumar o carro. Não tendo muita opção, eles topam. São drogados com alguma coisa e acordam amarrados e sujos. Resulta que o cara é maluco, tortura e estupra as meninas depois de alguns meses de abuso, enquanto elas sobreviverem. Como essas duas se rebelam e tentam fugir, ele acaba com as duas. Nesse meio tempo, o amigo australiano está amarrado. Ele se solta, vai embora e é resgatado. Boohoo. Tem sangue, tem dedos cortados, espinhas seccionadas, tiros na cabeça, capotagens. Mas o filme é legal e os personagens são inteligentes. Por 'legal' eu quero dizer 'idiótico' e por 'inteligentes', eu quero dizer 'completamente retardados'. O final é abrupto demais, a explicação é péssima (se é baseado em fatos reais, como que o cara que sobreviveu contou sobre as gurias mortas se ele nem enxergou elas de novo?), se passa o filme inteiro querendo gritar para os personagens o rumo correto de ação, que eles nunca fazem, etc.. etc.. etc.. MAS, de qualquer forma, o intuito do cinema não foi assistir ao filme mesmo... então: Nota 5 para Wolf Creek.


São Paulo 2006

Well then... para os que já não sabiam, quinta-feira eu me mandei para São Paulo, para fazer um curso na Câmara de Arquitetos. Naturalmente, o tempo livre foi bastante ocupado.

Já na quinta-feira, fomos dar uma volta nos jardins, Oscar Freire, Haddock Lobo, para ver como andam as lojas graúdas. Estão todas matando cachorro a grito, porque os funcionários só faltam pagar um jantar para que se compre alguma coisa. Depois, passamos na Daslu, que ao contrário do difundido na mídia, não tem entrada proibida para homens e quem não está de carro. Um breve comentário da loja, é que é a maior ostentação da história da humanidade. Nem nas Galerie Lafayette eu vi tamanho dispêndio de recursos em um lugar só. Os elevadores tem piso de mármore, uma poltrona dentro e luminárias de alabastro (alabastro é uma pedra que praticamente não existe mais, aguardem outro chute mais adiante). Os bares dentro da loja servem SÓ Johnnie Walker Blue Label para os clientes em compras. Tem até um helicóptero lá dentro. Os preços são abismais, mas tem muita coisa comprável. Comprei um óculos. Depois do passeio nababesco, demos uma volta no Shopping Iguatemi, que em comparação com a Daslu, é um pardieiro. Mas, tem algumas coisinhas interessantes.

Sexta-feira foi o primeiro dia do curso, e nos divertimos muito com os colegas, conversando sobre termos diferentes do sul. Cacetinho e negrinho, principalmente, provocaram muitas gargalhadas, mas também figuraram a sinaleira e o guisadinho (lá é 'carne moída'). Também deu pra descobrir alguns termos específicos de lá, como Carne Louca (que diabos é isso? Carne desfiada com cebola). À noite, Teatro Abril, para assistir 'O Fantasma da Ópera', óbvio. A peça foi espetacular, não deixando a dever para as montagens de Londres e NY. Lógico, toda cantada em português, mas para quem já está acostumado com as músicas, é interessante a mudança. Depois, fomos para o Skye, o bar do Hotel Unique, projetado pelo Ruy Ohtake, e nos surpreendemos com a sofisticação do lugar. Todo tipo de pessoas, estrangeiros, homens com crianças de colo, garotas paulistas com trajes sumários, um espetáculo. Tudo sob um deep house bombante, iluminação diferente e bem colorida.


Sábado depois do curso e Domingo foram ocupados com o turismo arquitetônico básico de SP, visitando o MASP e o SESC Pompéia, projetados pela Lina Bo Bardi, o Edifício do Banespa e o Terraço Itália, algumas intervenções do Oscar Niemeyer, Teatro Municipal, a antiga sede da Light, que agora é um Shopping, alguns trechos percorridos de metrô e por caminhos meio desertos do centro (Troféu Temeridade 2006), e finalmente, de volta para o aeroporto de Guarulhos para encarar o vôo de volta. O vôo foi particularmente peculiar, porque o piloto da BRA era gurizão, então anunciou pérolas no intercomunicador do tipo: "guris, gurias... estamos bem alto aqui, 10.300m, em Porto Alegre 28 graus, bom pra tomar uma Polar. Estaremos chegando em 30 minutos. Um beijo pras gurias e um aperto de mão pros guris." e "gurizada, estamos chegando em Portinho, já começamos a descida e estaremos aterrisando em 10 minutos." Francamente, essa descontração toda é inédita para mim. Para me incomodar mais, atrás de mim tinha uma família azul, e o menorzinho não parava de chorar. Em um momento, quase disse para a mãe que controlasse suas crias. E por último, alguma interferência maluca fez com que as caixas de som do avião tocassem em looping infinito três músicas do Legião Urbana: Tempo Perdido, Índios, e Será. Mas bem... foi igualmente divertido o vôo Sem-Noção da BRA.


Os Links de Sempre

Com um boost para compensar a demora.

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