Bon Jovi - Have a Nice DayRuminações de Fim de Ano 2005

É chegado o fim deste longo ano que foi 2005, e como já é costumeiro, vale fazer alguns apontamentos sobre o ano que passou. 2005 foi, para mim, um ano de grandes mudanças. Quase todas para melhor. Algumas para pior, mas o que há de se fazer, são coisas que acontecem. Agora já vou avisando: meus comentários muitas vezes irão cutucar algumas feridas. Provavelmente deve ser porque eu não quero que fechem. Se tiver a impressão de que alguma coisa é direcionada para você, pode ter certeza de que é. E não adianta dizer que o que eu digo não importa mais, porque se não importasse, você não estaria lendo.
Mais ou menos nesta época, no ano passado, eu estava transtornado, perdido, e levando paulada na cabeça, pois afinal, eu não tinha passado em um concurso público ainda na faculdade e não tinha nenhuma perspectiva profissional. Tão obnubilado que estava, gastei tempo, energia e dinheiro que eu não tinha correndo atrás de coisas que não eram objetivos meus, tentando agradar pessoas que não eram dignas do meu esforço. De nada adiantou, como eu mesmo acabei descobrindo poucas semanas depois, da pior maneira possível. Por uma ironia do destino, agora estou dirigindo minha própria empresa, fazendo exatamente o que mais gosto, e até onde eu sei, o TRF continua demorando para nomear mais candidatos aprovados... já dizia o provérbio: "Não conte com o ovo no cú da galinha...";
Em 2005 eu também aprendi, após um certo sofrimento, que a atenção e carinho que dispenso a certas pessoas nem sempre é correspondida na hora certa, e que essa falha não se conserta com um simples "prometo mudar". Sou um ferrenho defensor da teoria de que nesse aspecto da vida, as pessoas não mudam da noite pro dia, e se acontece, é uma farsa que dura apenas alguns meses, tempo suficiente para amortecer algumas lembranças amargas e voltar aos antigos hábitos de forma sorrateira. No entanto, se o arrependimento for real, igualmente deve ser aguentado em sua totalidade, no osso, para que da próxima vez o erro não seja repetido com outra pessoa. Como disse o velho do Jurassic Park, "não culpo as pessoas pelos seus erros, mas espero que paguem por eles." Devido a todos esses eventos, esse ano meu limiar de tolerância realmente se rebaixou muito, e descobri que em termos de perdão, sou muito menos leniente do que imaginava. Muito pelo contrário, minha vingança é eterna, e ocorre independente dos meus esforços. Enquanto alguém estiver sentindo remorso por algo que me fez, ela estará sendo cumprida. Se já não há mais remorso, o karma se encarregará do resto. De nada adianta passar a mão na cabeça e deixar o abuso continuar. Como já diz o outro ditado: "Cachorro que come ovelha, só matando.";
Curiosamente, também percebi que por mais que eu cante essas minhas verdades aos quatro ventos, alguns insistem, tal qual cavalos teimosos, em ignorá-las e arriscar cometer os erros que eu me esforcei por evitar. Nesses casos, não há nada a fazer senão esperar que minhas previsões estejam erradas, ou então depois aguentar o meu tardio porém infalível olhar de "Eu não disse?" Sei que não cabe a mim ditar à ninguém como dirigir sua vida, pois dos erros só se aprende quando você mesmo os comete, coisa que há um tempo a vida se encarregou de me ensinar. Mas, de qualquer forma, vale mais um provérbio, para manter o texto coeso: "Quem avisa, amigo é.";
Por último, 2005 me ensinou que não adianta ficar sentado esperando as coisas cairem no colo. Tem que correr atrás. Às vezes é um pouco difícil quando não se sabe o quer ("Quem não sabe o que procura, quando encontra não percebe..."), mas uma vez que se está com um objetivo fixado, o esforço torna-se muito mais palatável do que dar tiros para todos os lados e ver no que dá. Sim, provavelmente trabalhei mais neste ano do que toda a minha vida somada. Sim, perdi várias noites de sono porque estava trabalhando. Sim, deixei de fazer várias coisas que me dariam muita satisfação porque tinha prazos de entrega a serem cumpridos. Mas, no final das contas, foi ruim? Não, foi muito bom. Adorei ter trabalhado horrores. Recuperei as noites perdidas, de algum jeito. Não perdi nenhum amigo por não ter ido em dois ou três churrascos. Pelo contrário, aproveitei muito mais os outros em que pude comparecer. E agora estou começando a colher os frutos do meu esforço desse ano. Trocando em miúdos: "Deus ajuda quem cedo madruga.";
Pois bem minha gente... fiéis leitores deste blog que vos chega em uma frequência que muitas vezes sofre de arritmia, justificada mais uma vez no parágrafo anterior. Estamos quase batendo a marca de 100.000 visitas, o que nunca imaginei que fosse acontecer, mas se tudo continuar do jeito que vai, acontecerá em dois ou três meses, e isso clama por uma celebração, e os devidos agradecimentos, mas tudo a seu tempo. Agora, eu gostaria de desejar a todos os meus amigos que tenham um bom Natal, um ótimo Ano Novo, e que 2006 seja um ano de grandes alegrias, novas conquistas, sucesso nas empreitadas, sorte no amor e constância nas amizades. Que os fantasmas, problemas, incomodações, amargores, dúvidas, e as pessoas mesquinhas, egoístas, falsas e vis que nos atormentaram este ano fiquem bem longe no próximo. Que todos os nossos esforços de 2005 não soçobrem sob nenhuma onda, por mais forte que seja, e que os bons auspícios deste ano que nos abandona se concretizem no seguinte.
Agora, para as tecnicalidades. Este é o último post do ano, de um total de 73 posts feitos em 2005, provavelmente o maior (se não for, só fica perdendo para aquele intitulado "Minha última reclamação"), e provavelmente só haverá outro lá pelo dia 4 ou 5 de Janeiro. Se vocês são daqueles que conferem de 30 em 30 minutos em busca de updates, podem tirar o cavalinho (?) da chuva (mas Porto Alegre está tão seca!!!) Como boa parte dos grandes comentaristas estará nos próximos dias aqui comigo, provavelmente os comments também ficarão meio parados. Mas... se quiserem visitar muuuuito, tenham a bondade. Bem ou mal, preciso chegar logo às 100.000 visitas! Era isso! Aproveitem!!!

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