segunda-feira, abril 1

Foi encontrado no bolso de um suicida, em Maceio, a seguinte carta:

Ilmo. Sr. Delegado de Policia: Nao culpe ninguem pela minha morte. Deixei esta vida porque, um dia a mais que eu vivesse, acabaria morrendo louco.
Explico-lhe Sr. Delegado:
tive a desdita de casar-me com uma viuva, a qual tinha uma filha. Se eu soubesse disso, jamais teria me casado. Meu pai, para maior desgraca, era viuvo, e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha da minha mulher.
Resultou-se dai que minha mulher tornou-se sogra do meu pai. Minha enteada ficou sendo minha mae, e meu pai era, ao mesmo tempo, meu genro. Apos algum tempo minha filha trouxe ao mundo um menino que veio a ser meu irmao, porem neto de minha mulher, de maneira que fiquei sendo avo de meu irmao. Com o decorrer do tempo, minha mulher, deu a luz um menino que, como irmao de minha mae, era cunhado de meu pai e tio de seu filho, passando a minha mulher a ser nora de sua propria filha.
Eu, Sr. Delegado, fiquei sendo pai de minha mae, tornando-me irmao de meu pai e de meus filhos, e minha mulher ficou sendo minha avo, ja que eh mae da minha mae. Assim acabei sendo avo de mim mesmo.
Portanto, Sr, Delegado, antes que a coisa complique mais, resolvi desertar deste mundo.
Perdao Sr. Delegado.